Castelo de Chantilly

O castelo de Chantilly foi o primeiro castelo que eu vi, até hoje, que me fez ter a certeza de que havia uma princesa LINDA lá dentro sonhando com o seu príncipe. Já na chegada, após a última curva a esquerda nos deparamos com um visual lindo composto por uma jardim enorme e cheio de árvores, um lago refletindo toda a luz do céu e o castelo ali no meio cheio de formas e mistério. 


Eu não li nada antes de ir fazer a visita, gosto de pegar o guia eletrônico (que já está incluso no valor da entrada – 17€), e conforme vamos caminhando vamos ouvindo e nos surpreendendo…


A cidade de Chantilly fica a Norte de Paris, na região da Picardia. São apenas 25 minutos de trem saindo da Gare du Nord em Paris. 

 

No castelo está o “Museu Condé”, o mais completo museu depois do Louvre, o que foi uma grande surpresa pra mim. Eu realmente não esperava por isso, são 1.000 pinturas, 2.500 desenhos e 2.500 gravuras originais expostas. Sem mencionar a coleção de livros raros , porcelanas e prataria. E tudo está bem ali, do seu lado. 


* Isso nos deixou um pouco apreensivos, qualquer criança ou —— pode tocar no quadro e danifica-lo. A temperatura também não é a mais indicada para a conservação, mas não sou eu quem paga o seguro, então… (ups, falei). 


Na parede esquerda estão expostas pinturas italianas e as francesas na parede direita; Grandes artistas como Decamps e Delacroixs podem ser vistos aqui, os quadros mais antigos são do século XVII e os retratos mais famosos são de Marie Antoinette e do duque de Aumale. 

Apesar de toda sua suntuosidade, o Castelo de Chantilly nunca pertenceu a nenhum rei da França e sim a nobres que por muitas vezes estavam relacionados ao monarca. 


Le Grand Condé, primo do rei Louis XIV, transformou o castelo medieval em uma residência renascentista, seu descendente Louis-Henri de Bourbon-Condé, construiu os famosos estábulos*¹ do Chateau. 


Após a tomada da Bastille (1789), Louis-Joseph se exilou-se da França e a revolução (1789 – 1799) não poupou Chantilly. Suas coleções foram apreendidas e levadas para o Louvre. Na época Napoleônica, o príncipe Louis-Joseph voltou para a França e restaurou parcialmente o chateau conseguindo recuperar algumas peças da sua coleção de artes. Mais tarde o castelo passou a pertencer a Henri d’Orleans, o duque de Aumale, filho do Roi Louis-Phillippe (1830). 


* Hoje, a única parte do Castelo Medieval que podemos ver, são as bases das torres circulares, que estão sob o fosso. 

Uma vez dono do castelo, o duque de Aumale criou a biblioteca para abrigar sua coleção de livros composta por mais de 13.000 volumes originais, 1.500 manuscritos e 11.500 cópias, em sua grande maioria os textos são de origem literária e históricos.

 


Outro momento que fiquei maravilhada foi no corredor que nos leva ao santuário, todas as janelas são em vitrais. Vitrais do século XVI, que narram a história de Psiqué.  


*¹ Na pista de Chantilly é onde acontece a mais importante corrida de cavalos a galope da Franca. Seus estábulos hoje, são um museu devotado aos cavalos. 

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